Por Redação | Blog Coluna da tarde | Comportamento
A chamada “geração Z” — formada por jovens nascidos a partir dos anos 2000 — tem sido alvo de discussões cada vez mais frequentes no meio acadêmico e comportamental. De acordo com o escritor e psicólogo social Jonathan Haidt, autor do recém-lançado livro “A Geração Ansiosa”, vivemos uma crise silenciosa que atinge em cheio a saúde mental de adolescentes e jovens adultos.
Haidt sustenta que a hiperconexão digital, somada ao excesso de proteção parental e à cultura da aversão ao desconforto, tem contribuído para o crescimento alarmante de quadros de ansiedade, depressão, insegurança emocional e baixa tolerância à frustração. A partir de dados longitudinais e estudos comportamentais, o autor revela que as redes sociais, especialmente o Instagram e o TikTok, intensificaram a comparação social e o medo de rejeição — fatores especialmente nocivos em fases de desenvolvimento identitário.
Psicólogos e educadores reforçam esse alerta. A psicóloga clínica Ana Beatriz Barbosa Silva, por exemplo, ressalta que a geração Z foi exposta precocemente a dilemas adultos sem as ferramentas emocionais para lidar com eles. Já o educador José Pacheco defende que os modelos educacionais não acompanharam essa transformação e continuam focados em desempenho, não em preparo emocional.
Além disso, especialistas observam uma tendência à medicalização precoce de sentimentos naturais, como tristeza ou insegurança, o que gera adultos pouco resilientes. A fragilidade emocional, nesse contexto, não é um “defeito de fábrica”, mas sim um reflexo de um ecossistema social que evita a dor a qualquer custo — mesmo quando ela é necessária para o crescimento pessoal.



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Repensar os modelos de educação, limitar o uso de telas e incentivar o convívio real, com espaço para o erro e para o enfrentamento saudável das emoções, pode ser um caminho para ajudar essa geração a se fortalecer.





